sexta-feira, 20 de março de 2020


73 - Estratégia de marketing

É uma abordagem de planejamento de longo prazo e prospectiva, com o objetivo fundamental de alcançar uma vantagem competitiva sustentável.[1]

Os estudiosos continuam a debater o significado preciso da estratégia de marketing. Consequentemente, a literatura oferece muitas definições diferentes. Em um exame cuidadoso, no entanto, essas definições parecem centralizar-se na noção de que estratégia se refere a uma declaração ampla do que deve ser alcançado.

O planejamento estratégico envolve uma análise da situação inicial estratégica da empresa antes da formulação, avaliação e seleção da posição competitiva orientada para o mercado que contribui para as metas e objetivos de marketing da empresa.[2]



Classificação das Estratégias de Marketing

É bom observarmos a pirâmide ou hierarquia das necessidades de Maslow. Lá vemos o diferencial do que é inato e do que pode nos ser sugerido através de marketing, seja ele sútil ou agressivo.

Quanto à dominância no mercado

·         Líder

·         Desafiante

·         Seguidor

·         Nicho de mercado

·         Ser competitivo

·         Vender bem não significa ter o melhor preço e sim fazer valer o seu produto

·         Saber satisfazer o grupo que pretende atingir

·         Satisfazer a si mesmo e os outros do grupo


·         Liderança de custos

·         Diferenciação do produto

·         Segmentação de mercado

Quanto à inovação

·         Pioneiros

·         Seguidores imediatos

·         Seguidores tardios

·         Exclusividade

Estratégia de crescimento

Neste esquema coloca-se a questão: "Como é que a empresa deve crescer?" Há uma variedade de formas diferentes de responder à questão. As mais comuns são:

·         Integração horizontal

·         Integração vertical

·         Diversificação (ou conglomeração)

·         Intensificação

Estratégia de cross-selling (venda cruzada)

O que é?

·         A venda de múltiplos produtos ou serviços a um mesmo cliente.

·         A venda de produtos e serviços a distintas unidades de negócio de uma mesma empresa.

·         A venda de produtos ou serviços à mesma empresa em diferentes pontos geográficos.

Quais os benefícios?

·         As Estratégias de Cross-Selling optimizam receitas e custos num contexto de concorrência muito forte e mercados maduros.

·         Vender produtos ou serviços a um cliente já em carteira é até quatro vezes menos dispendioso do que fazê-lo a um cliente novo.

·         Uma boa Estratégia de Cross-Selling deve estar baseada numa boa Estratégia de Segmentação.

·         Aumentar a fidelidade e a retenção, gerar valor para o cliente e rentabilidade para o fornecedor, aumentar o conhecimento do cliente, criar uma "fábrica de oportunidades" de venda e aumentar a "perícia" do fornecedor são alguns dos benefícios de um bom Cross-Selling.

·         As Estratégias de Cross-Selling devem traduzir-se na prática por Planos de Crescimento de Clientes adequados a cada segmento da carteira.

·         Escolher o momento chave para lançar uma nova oferta é vital no processo de Cross-Selling. Só um conhecimento profundo do cliente permitirá acertar.

·         Uma boa Estratégia de Venda Cruzada aumenta consideravelmente o "Customer Equity". É básico que exista um enfoque de longo prazo para crescer pela mão do cliente durante todo o seu ciclo de vida.

Referências

·         Hoover's/Miller Heiman. Cross-Selling and Up-Selling

Estratégia de Up-selling

 O que é?

·         Crescimento da relação com o cliente, mediante uma maior venda do mesmo produto, serviço, ou de versões mais avançadas dos mesmos.

Factor chave

·         Maior número de soluções.

Requisitos e Rendimento

·         Maior número de produtos e serviços já disponíveis, e de soluções "premium".

·         Maior rentabilidade por venda e menos custo por venda.

Benefícios

·         Encurtar o ciclo de vendas e optimizar o ritmo de pedidos.

·         Obter no momento compromissos de compra no futuro.

·         Descobrir novas aplicações de determinados produtos ou serviços.

·         Aumentar a penetração por cliente

·         Consolidar a posição da empresa a médio e longo prazo.

Quanto à agressividade

Aqui colocamos a questão de saber se a empresa deverá crescer ou não e se sim, com que velocidade. Um esquema divide as estratégias em:

·         segurar

·         ceifar ou colher

Um esquema mais detalhado usa as seguintes categorias:

·         Marketing

·         Planejamento estratégico

·         Plano de marketing



Estratégias competitivas genéricas



Descrição: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/10/Estrategias_genericas.png/325px-Estrategias_genericas.png

Estratégias competitivas genéricas de Porter.

Em 1980, Michael Porter lançou o livro "Competitive Strategy" (Estratégia Competitiva). Porter descreveu a estratégia competitiva como ações ofensivas e defensivas de uma empresa para criar uma posição sustentável dentro da indústria, ações que são uma resposta às cinco forças competitivas que o autor indicou como determinantes da natureza e grau de competição que cerca uma empresa.

Porter identificou três estratégias genéricas que podem ser usadas separadamente ou em conjunto para criar uma posição sustentável a longo prazo.

A primeira é a estratégia competitiva de custo, na qual a empresa centra seus esforços na busca de eficiência produtiva, na ampliação do volume de produção e na minimização de gastos com propaganda, assistência técnica, distribuição, pesquisa e desenvolvimento, e tem no preço um dos principais atrativos para o consumidor.

A opção pela estratégia competitiva de diferenciação faz com que a empresa invista mais pesado em imagem, tecnologia, assistência técnica, distribuição, pesquisa e desenvolvimento, recursos humanos, pesquisa de mercado e qualidade, com a finalidade de criar diferenciais para o consumidor.

A estratégia competitiva de foco significa escolher um alvo restrito, em que a firma atende necessidades específicas de um determinado grupo, dessa forma, a empresa pode oferecer algo considerado único pelos seus clientes.

A adoção de qualquer estratégia competitiva tem seus riscos e suas armadilhas. Na estratégia de custos, as principais são: a excessiva importância que se dá à fabricação; a possibilidade de acabar com qualquer chance de diferenciação; a dificuldade de se estabelecer um critério de controle de custos; e que apareça um novo concorrente com nova tecnologia, novo processo e abocanhe parcela significativa de mercado ou o mercado passe a valorizar o produto por critérios diferentes. Na estratégia de diferenciação, as principais armadilhas são representadas pela diferenciação excessiva, pelo preço muito elevado, por um enfoque exagerado no produto e pela possibilidade de ignorar os critérios de sinalização. Na estratégia de foco o risco é de o segmento escolhido não propiciar massa crítica que permita à empresa operar.

Embora não seja impossível, a adoção simultânea das estratégias de menor custo e de diferenciação é difícil, pois obter um desempenho, qualidade ou serviço excelentes são mais onerosos, na maioria dos casos, do que pretender ser apenas comparável aos concorrentes, em tais atributos (PORTER, 1990). Uma empresa que fica no meio termo estará em uma situação estratégica extremamente pobre, sendo quase garantido que obterá uma baixa rentabilidade. Por um lado perderá os clientes de grandes volumes que exigem baixos preços, ou renunciará a seus lucros para competir com as empresas de baixo custo. Por outro lado, perderá negócios com altas margens para empresas que atingiram um padrão de diferenciação global. Além disso a empresa no meio-termo sofre de uma cultura organizacional indefinida e de um conjunto conflitante de arranjos organizacionais e sistemas de motivação. Dadas as inconsistências potenciais envolvidas na busca simultânea das estratégias genéricas de menor custo e diferenciação, essa abordagem é quase sempre fadada ao fracasso (PORTER, 1988).



Conceito

O Geomarketing, ou Marketing Geográfico, é uma abordagem ao Marketing que permite a adaptação do Marketing-mix ao modo como o Mercado se organiza no espaço, ou seja, permite a análise das variáveis relevantes para o Marketing através da visualização desses dados em mapas geográficos.

O Geomarketing permite a uma empresa conhecer melhor o seu Mercado, potenciando melhorias no seu desempenho através da adaptação do Marketing-mix a cada segmento de Mercado identificado e delimitado geograficamente e reconhecer quais os locais de maior potencial de consumo de um produto ou serviço.

A análise de informação de Marketing sob a forma de mapas tem como principal vantagem um aumento substancial de eficácia na tomada de decisões de Marketing, dado possibilitar uma análise mais rápida, intuitiva e prática de informação complexa.

Este aumento de eficácia na análise resulta da maior facilidade com que se visualiza o comportamento e relações entre variáveis, já que as actuais ferramentas de Geomarketing permitem trabalhar com várias camadas de informação em simultâneo e agregar espacialmente dados que normalmente estão dispostos em formatos tabulares separados, onde as relações entre variáveis são menos perceptíveis.

As técnicas de Geomarketing diferenciam-se dos estudos “convencionais” na forma como todos os dados das variáveis em estudo estão relacionados a um respectivo ponto geográfico, dando origem a mapas de informação de Marketing georreferenciada.

Origem e Evolução

O Geomarketing está muitas vezes implícito na estratégia de Marketing de muitas empresas, embora de forma nem sempre premeditada. Desde sempre que as empresas sentiram necessidade em dividir os seus mercados por zonas geográficas, ou seja, empiricamente, as empresas reconhecem a necessidade de lidar de forma distinta Mercados geográficos com diferentes características.

A abordagem mais básica ao Geomarketing e que ainda subsiste na maioria das empresas, é a divisão do Mercado por países ou regiões. No entanto, este tipo de Segmentação geográfica do Mercado é muitas vezes baseada em assumpções pré-concebidas não fundamentadas com dados, ou seja, nem sempre originam uma divisão correcta do Mercado uma vez que uma divisão geográfica correcta do Mercado em segmentos homogéneos nem sempre coincide com as fronteiras físicas ou políticas que normalmente se utilizam para justificar essa divisão.

O reconhecimento de falhas nessa abordagem e o crescente amadurecimento e saturação dos Mercados levou à necessidade de refinamento da Segmentação geográfica a um nível mais micro (Município, Freguesia, Código Postal, e até mesmo morada individual) de forma a melhor explorar o potencial de clientes actuais e aumentar a capacidade de atracção de novos clientes.

Assim, na década de 1950, surgiram os primeiros estudos onde é mencionado o termo Geomarketing, que tinham por objectivo a optimização da escolha da localização de pontos de venda tendo em conta o modo como diversas variáveis do Marketing se distribuíam geograficamente.

A partir da década de 1990, com o desenvolvimento e generalização das tecnologias de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), resultantes de uma cada vez maior velocidade e menor custo no processamento e armazenamento de grandes volumes de dados através de computadores e a possibilidade de utilização de mapas de satélite digitais, permitiram ao Geomarketing surgir como ferramenta cada vez mais comum e importante na elaboração da estratégia de Marketing das empresas. Em 1981 Bin Kelsey, chefe dos matemáticos especializados em inteligência competitiva da Walt Disney Company consagrou o "conceito dos 2%" provando pela primeira vez que a eficácia de divulgação de uma marca, um produto ou serviço para grandes massas de ouvintes, telespectadores, passantes, ou leitores que tenham acesso a uma divulgação de pelo menos 100.000 unidades de publicidade (spots de TV, rádio, propagandas externas, táteis, visíveis, legíveis ou audíveis), resultará em uma eficácia sempre ao redor de 2%. Aplicado inicialmente pela Coca-Cola, Sony e Johnson & Johnson em seus centros de distribuição, o conceito difundiu-se mundialmente com profundos impactos nas formas de publicidade e reflexos nos custos de produção e estocagem. Muito tempo antes, em 1951, utilizando-se empiricamente desse conceito, Walt Disney sugeriu que uma pequena parte dos curativos Band-Aid temáticos fosse divulgados em escolas com estampas de figuras infantis, cujo sucesso perdura até hoje.

Num futuro próximo, a omnipresença de sistemas que permitem localizar geograficamente cada indivíduo (Internet sem fios, GPS e RFID's) irão permitir a generalização da implementação de estratégias de Geomarketing individualizado, ou seja, definir um Marketing-mix único para cada indivíduo em função do local onde se encontra (Marketing Baseado na Localização), que tenha em conta não só o seu perfil individual mas também os locais que frequenta e os seus padrões de compra.

Aplicações Práticas

O Geomarketing permite refinar e adaptar cada secção do Marketing-mix a diferentes segmentos identificados num mapa:

Produto

·         Adaptação da oferta de produtos às características de uma dada zona/segmento de mercado ou da área de influência de um determinado ponto de venda.

Preço

·         Adaptação do preço de produtos consoante a estratégia de vendas para uma dada zona/segmento (aumentar quota de mercado ou aumentar a rentabilidade).



Distribuição

·         Definição de objectivos de venda realísticos e maximizar oportunidades de crescimento em função do grau de atractividade de cada zona/segmento.

·         Optimização do investimento em infra-estruturas (pontos de venda e pontos logísticos) através do estudo da localização ideal desses pontos em função da distribuição geográfica dos clientes e da concorrência.

·         Optimização de rotas de visita a clientes (definir territórios de venda e assistência técnica).

Comunicação

·         Redução dos custos e aumento da eficiência de uma campanha publicitária através de publicidade direccionada e adaptada a uma dada zona/segmento.

Escolha de um ponto comercial

O sucesso de um negócio está intrinsecamente ligado aos 4P : Produto; Promoção/Divulgação; Preço; Ponto de Venda. Cada um destes factores depende do outro para poder sobreviver. Assim, o desenvolvimento de um produto correcto, uma política de preços competitiva e uma estratégia adequeada de promoção só obterão sucesso se o 4º P - ponto de venda - for tido em consideração. Se considerarmos o ambiente competitivo a que estão actualmente sujeitos os empreendedores, é sem dúvida uma mais valia ter em consideração um ponto comercial adequado para o tipo de negócio.

O fracasso de um determinado negócio pode estar associado ao desconhecimento do mercado onde se insere.

Entende-se por boa localização de um espaço comercial, quando este está inserido numa região onde os ambientes demográficos e de mercado sejam propícios para o desenvolvimento do negócio em causa. Isto é, quando se tem em conta os seguintes factores:

Demografia

Perfil dos habitantes da região em termos de estrutura sócio-económica

Procura do mercado

Conhecer o potencial das pessoas da região para comprarem o que se está a vender

Concorrência

Quem são os seus concorrentes e onde estão localizados

Factores urbanos

Visibilidade do ponto comercial, estrutura viária local, acessibilidade, barreiras geográficas, iluminação, estado de conservação geral e segurança da região, serviços disponíveis ao público na região

Ponto Comercial = PDV

Proximidade em relação à concorrência, facibilidade de memorização da marca em função da visibilidade da mesma, layout e logótipos, posicionamento na via pública, facilidade de estacionamento, custo do imóvel.





Marketing Promocional Segundo a definição de março de 2011 da Associação de Marketing Promocional (AMPRO), Marketing Promocional é comunicação de marca com objetivo de incrementar a percepção de seu valor por meio de técnicas promocionais e pontos de contato que ativem a compra, o uso, a fidelização ou a experiência de produtos e serviços.

O que é Marketing Promocional

Segundo a definição de março de 2011 da Associação de Marketing Promocional (AMPRO), Marketing Promocional é comunicação de marca com objetivo de incrementar a percepção de seu valor por meio de técnicas promocionais e pontos de contato que ativem a compra, o uso, a fidelização ou a experiência de produtos e serviços.

Definição: evoluindo conceitos

Em 2003, o 1º Encontro Brasileiro de Empresas de Marketing Promocional (EBEMP) reuniu palestrantes, empresários, profissionais do setor e debatedores nacionais e internacionais em um evento que tratou, entre outros assuntos, da definição da atividade. Após o fim das discussões, a AMPRO (Associação de Marketing Promocional) conceituou o Marketing Promocional como: "Atividade do marketing aplicada a produtos, serviços ou marcas, visando, por meio da interação junto ao seu público-alvo, alcançar os objetivos estratégicos de construção de marca, vendas e fidelização".

O Grupo de Estudos Acadêmicos (GEA) da AMPRO se reuniu em março de 2011 para rever a conceituação e finalizar a definição correta a ser usada. A nova definição procurou contemplar os seguintes pontos: natureza e contexto da atividade, objetivos da atividade, métodos e resultados planejados. Após refletir sobre as questões acima, o GEA da AMPRO concluiu que “Marketing Promocional é comunicação de marca (contexto) com objetivo de incrementar a percepção de seu valor (objetivo) por meio de técnicas promocionais e pontos de contato (métodos) que ativem a compra, o uso, a fidelização ou a experiência de produtos e serviços (resultados planejados)”. [1]

Isso representa um avanço para o segmento, pois torna mais claro e específico o escopo de atuação da disciplina. Em primeiro lugar, retira a redundância de afirmar que é uma atividade de marketing, definição contida no próprio nome, e a necessidade de citar público-alvo, já que essa é uma característica inerente ao Marketing em geral. Além disso, estabelece as qualidades essenciais e diferenciais do Marketing Promocional, que são técnicas específicas e pontos de contato.

Outro salto em relação à definição de 2003 é a superação do binômio “vendas x imagem”, considerando que o Marketing Promocional varia dentro desse espectro de atuação e gera resultados tanto em um quanto em outro, especialmente por ampliar a noção de mídia para pontos de contato, o que pressupõe uma comunicação interativa e dialógica com o público-alvo da atividade. Por último, se insere a noção de plataforma, que pode estar presente ou não nas ações de Marketing Promocional como suporte para a construção de percepção da marca.

Marketing Promocional não é descontor

Em Marketing, o que significa a palavra promoção? Uma técnica que prevê vantagens financeiras para consumidores ou levar a alguém a informação acerca de algo? Essa pergunta tem a mesma resposta e é fundamental para entender o que é o Marketing Promocional de maneira correta: promoção significa as duas coisas.

Em geral, a palavra promoção é usada para indicar descontos de preço na hora da compra de um produto ou serviço. Para falar sobre o ato de levar a alguém informação sobre algo, a palavra usada é divulgar. Por isso, o Marketing Promocional tem, no entendimento comum da palavra, uma função restrita e meramente monetária.

Entretanto, o Marketing Promocional é bem mais do que isso. Em primeiro lugar, se contextualiza como uma comunicação de marca. Dessa forma, seu conceito fundamental está muito mais próximo da palavra “divulgar” do que da palavra “promoção”. Além disso, por ser uma forma de comunicar algo, essa disciplina do Marketing varia de acordo com o produto ou o serviço a ser promovido e o objetivo dessa promoção.

Disciplinas do Marketing Promocional

As disciplinas do Marketing Promocional, de acordo com definição da AMPRO, são:

Distribuição e apresentação do produto/serviço

As técnicas promocionais que têm por objetivo apresentar, demonstrar, educar “outros” sobre as qualidades e desempenho da marca promovida bem como destacá-la no ponto de venda/exposição. A expressão é propositadamente ampla para designar técnicas como demonstração, show room, degustação, distribuição de amostras, ações de merchandising e materiais de PDV, exibitécnica, vitrinismo, literatura e material de apoio a vendas, por exemplo;

Ofertas monetárias

Liquidação, reembolso, distribuição de cupons de desconto; bonificação; ações cooperadas; compensações comerciais; concursos de vendas, isto é, todos os incentivos que se fundamentem em vantagens financeiras, temporárias, para o comprador ou revendedor;





Ofertas não-monetárias (de produtos)

Técnicas promocionais pelas quais as vantagens ao comprador/revendedor vêm atreladas à oferta de produtos extras tangíveis: bônus pack, pacote de produtos, compre 3 pague 2; embalagem promocional;

Distribuição de prêmios e brindes

Envolve a distribuição gratuita ou paga de bens tangíveis ou intangíveis por meio de técnicas variadas como concurso, concurso cultural, sorteio, vale-brinde, premiação instantânea, prêmio autoliquidante (selfliquidated), promoção de continuidade, junte e troque, coleção, álbum de figurinhas, brindes e demais ações de gifting;

Incentivos

Abrange atividades de marketing de incentivo em que a oferta de recompensas estimula usuários a participar de um programa contínuo de relacionamento com a marca e envolve troca de prêmios por pontos acumulados, concursos de vendas e incentivos à produtividade ou a um determinado comportamento determinado;

Eventos promocionais

Lançamento de produtos, eventos corporativos, sociais, culturais e esportivos patrocinados ou proprietários da marca, e outras tantas variantes como feiras, exposições, convenções, seminários, encontros, fóruns, simpósios, congressos, cursos, treinamento, workshop, festivais, copas, jogos, gincanas, desfiles, festejos, efemérides, certames, shows, patrocínios, circuitos; blitz cujo característica principal é que acontecem ao vivo.

Histórico: da Propaganda ao Marketing Promocional

Década de 1950

Quando o Marketing chegou ao Brasil, no início da década de 1950, o país não apresentava um cenário favorável ao seu desenvolvimento: o mercado consumidor era restrito e pouco desenvolvido, a oferta de mercadorias era baixa e as empresas não possuíam estratégias bem definidas para se adaptar ao mercado.

Até a eleição de Juscelino Kubitschek como presidente do Brasil, em 1956, o contexto permaneceu inalterado. Com o mote “Cinquenta anos em cinco”, o governo brasileiro passou a investir sistematicamente no desenvolvimento da indústria e do mercado consumidor interno. Tal fato gerou interesse de investidores estrangeiros e acabou por criar um ambiente favorável ao desenvolvimento do Marketing no país.

Nesse período surgem conceitos como “obsolescência planejada” de produtos e serviços e “produtos-vedete”. Entretanto, o marketing integrado não era uma realidade no país e as atividades eram focadas nas vendas.



Década de 1960, 1970 e 1980

Esse contexto durou toda a década de 1960 e era facilitado porque os consumidores do período não eram criteriosos e tinham necessidade de comprar o que quer que fosse. Portanto, era natural que as empresas tivessem sucesso sem se preocupar com estratégias ou o aprimoramento das técnicas de Marketing.

Já na década de 1970 o cenário passa por mais uma transformação: com o amadurecimento natural do mercado que começara a se formar há duas décadas, os consumidores passaram a se comportar de maneira mais consciente. Diante dessa nova realidade as empresas precisaram se movimentar e aprimorar sua atuação – não bastava apenas criar produtos sensação com data de validade programada para ter sucesso. Era preciso convencer o público que tal produto deveria ser consumido. Logo, o foco do Marketing deixou de ser a venda e passou para a propaganda.

Realizada basicamente por meio de mídias eletrônicas como o rádio e a televisão, esse período representou a “época de ouro” das agências de publicidade. Tudo era resolvido com uma boa campanha: criar anúncios, veiculá-los e esperar os resultados. Em um país em pleno crescimento e que passava pelo “milagre econômico” tal estratégia era suficiente. Mas logo se esgotaria: com a chegada da década de 1980, conhecida como “década perdida”, os consumidores passaram a ser ainda mais seletivos e criteriosos na hora de comprar produtos.

O movimento então, até certo ponto natural, foi deslocar o foco do marketing da propaganda para o produto. Com isso, as preferências do consumidor passaram a ser fundamentais nas estratégias das empresas e as pesquisas de mercado se tornaram populares – esperar resultados apenas divulgando comunicações de publicidade não era mais uma realidade confortável e as empresas começaram a mapear o terreno para criar propagandas mais efetivas.

Década de 1990: Marketing Promocional em cena

Na década de 1990 o Marketing Promocional entra em cena. Até então dominante, a propaganda deixou de receber a atenção exclusiva do mercado e as verbas destinadas a essa área passaram a diminuir, culminando com uma crise no setor. A partir de uma visão estratégica mais apurada, as empresas perceberam que a integração entre ações de Marketing era fundamental, ao contrário da já estabelecida crença de que campanhas veiculadas na mídia bastariam para alavancar negócios. Em um movimento paralelo, que continua até hoje, em menor ou maior intensidade, as ações de Marketing Promocional passaram a crescer e as agências de publicidade perderam espaço para empresas especializadas nessas atividades. Se destacando as empresas de Brindes.

Um dos fatores fundamentais para a transformação desse panorama foi o advento da Internet, que acabou por alterar a configuração da relação entre empresas e consumidores, alçados ao poder basicamente porque a comunicação entre as partes deixou de ser horizontal para se tornar vertical: as pessoas passaram a ter a opção de escolher que mensagens deveriam receber, quando deveriam receber e de que forma deveriam receber. Esse novo contexto tirou da mídia tradicional e da propaganda parte do poder contido por elas.

A facilidade em medir o retorno do investimento feito em ações de Marketing Promocional também é outro fator decisivo para o desenvolvimento do segmento. Com a crescente pressão por apresentar resultados em investimentos de comunicação, o que envolve a publicidade, muitas empresas passaram a prever em seus planejamentos ações promocionais tornando o Marketing Promocional em uma poderosa ferramenta para incentivar vendas, utilização, fidelização e experimentação de produtos ou marcas.



Marketing de serviços é o conjunto de atividades que objetivam a análise, o planejamento, a implementação e o controle de programas destinados a obter e servir a demanda por produtos e serviços, de forma adequada, atendendo desejos e necessidades dos consumidores e/ou usuários com satisfação, qualidade e lucratividade.

Alberto de Oliveira Lima Filho, em seu artigo Marketing de Serviços (2001) define-o "como as atividades operacionais destinadas a investigar, obter e servir a demanda por assistência profissional (...) objetivando investigar a oportunidade de mercado para planejar, organizar e oferecer assistência de serviços de qualidade, a preços razoáveis que possibilitem satisfação dos clientes e remuneração adequada aos profissionais".

Definimos serviço como um ato ou desempenho essencialmente intangível que uma parte pode oferecer a outra e que não resulte posse de nenhum bem. Sua execução pode ou não estar ligado ao dinheiro. Exemplos: alugar um quarto de hotel, depositar dinheiro em um banco, cortar o cabelo, viajar de avião, aconselhar-se com um advogado - todas essas atividades envolvem a compra de um serviço.

Para Hoffman e Bateson (2008, p. 5) serviços podem ser definidos como ações, esforços ou desempenhos. E Keller e Kotler (2006, p. 397) definem serviço como "qualquer ato ou desempenho, essencialmente intangível, que uma parte pode oferecer à outra e que não resulta na propriedade de nada. A execução de um serviço pode estar ou não ligada a um produto concreto".

Para Ronald H. Ballou o serviço ao cliente possui elementos definidos em três momentos em relação à transação: na pré-transação, na transação e na pós-transação.

Os serviços são produzidos e consumidos simultaneamente e pressupõe uma relação de contato direta entre empresa/consumidor.



Conceito

Serviços são ações,processos e atuações. O conceito de serviço surge na generalidade dos casos como oposto ao conceito de produto. A dicotomia Serviços versus Produtos carece de sentido, pois ambos os conceitos são interdependentes e se apoiam mutuamente, na medida em que são necessários produtos para que se ofereçam serviços, como serviços para que se ofereçam produtos. No modelo molecular de desenvolvimento e gestão de serviços apresentado por Shostack (1982),é defendida uma análise fundamentada no continuum produto-serviço, identificando os componentes tangíveis e intangíveis no serviço, bem como classificá-los em função do predomínio relativo das duas dimensões no seu conteúdo.

Esta natureza hibrída só pode ser esclarecida quando investimos mais na compreensão das características que são comuns aos produtos e serviços, do que numa abordagem isolada e contraposta. A realidade evidencia uma crescente permeabilidade entre serviços e serviços, produtos e produtos, e entre produtos e serviços, tendo em vista a satisfação complementar, alternativa das mesmas motivações e desejos. Daí que se depreenda que o debate entre produtos e serviços deve restringir-se à sua relevância de um ponto de vista de marketing.

Objetivos

Investigar a oportunidade de mercado para planejar, organizar e oferecer assistência de serviços de qualidade, a preços razoáveis que possibilitem satisfação dos clientes e remuneração adequada aos profissionais. Toda oferta de serviços deve sempre partir do exame da demanda e sua compatibilização com os recursos do profissional que vai prestar os mesmos. O marketing, sem influir nos aspectos técnicos e científicos da área, indica como atingir o mercado e esquematizar a oferta de serviços.

Características dos serviços

Os serviços possuem as seguintes características que têm interesse para o marketing:

·         Intangibilidade: Serviços não podem ser tocados, apalpados. Serviços são ideias e conceitos (processos). Não são patenteáveis. O consumidor baseia-se na reputação de uma marca ou de um serviço.

·         Perecibilidade: Os serviços não podem ser estocados se não forem usados, deixam de existir (lugar do avião, quarto em hotel).

·         Heterogeneidade ou Variabilidade: A ideia de serviço varia de cliente para cliente. Normalmente os serviços são atividades voltadas para pessoas como clientes.

·         Simultaneidade ou Inseparabilidade: os serviços são criados e consumidos simultaneamente.

·         Participação do cliente no processo: atenção ao desenho das instalações e oportunidades de co-produção.

O mix de marketing utilizado em serviços é ampliado, conhecido como 7 Ps. Além dos 4 Ps tradicionais (Produto/Serviço, Preço, Praça e Promoção), se utilizam:

·         Pessoas: todas as pessoas envolvidas direta e indiretamente na produção e consumo de um serviço são parte importante do marketing mix.

·         Processos: os procedimentos, mecanismos e fluxo de atividades pelos quais um serviço é consumido são elementos essenciais da estratégia de marketing.

·         Evidências Físicas: o ambiente no qual um serviço é prestado, assim como materiais impressos e outros itens físicos, podem tornar palpável a promessa que um serviço representa.

De uma forma figurativa, Gummesson, 1987, refere-se a serviço como sendo algo que pode ser comprado e vendido, mas que você não consegue deixar cair sobre seu pé! Serviços são, essencialmente, intangíveis, embora possam estar associados a elementos tangíveis. Exemplos: decoração de um quarto de hotel, conforto de uma cama, higiene de um restaurante e aparência dos atendentes de uma loja.

O sistema Servuction

Definir serviços é por vezes complicado. O valor de um serviço é a sua própria produção. Sem utilização um serviço é apenas teórico. O processo de criação do serviço é aqui analisado através da criação de um modelo. O Sistema Servuction.

A criação e implementação deste sistema permite a esquematização das interacções criadas pelos elementos envolvidos na produção do serviço. Desta forma, podemos controlar a sua aplicação nas diferentes fases e analisar os desvios da Servuction. Em suma, a Servuction, trata-se da criação de um sistema que permite transpor para os serviços o rigor da produção fabril, onde tudo tem um propósito, nada é deixado ao acaso e os diversos elementos se relacionam em perfeita harmonia. De modo a elaborar um sistema Servuction, primeiro temos que identificar os elementos, que interagem entre si e que são necessários à produção do serviço.

·         O cliente

Trata-se do consumidor implicado no fabrico do serviço. É um elemento primordial e absolutamente indispensável. Sem ele o serviço não existe.

·         O suporte físico

É todo o material de suporte necessário à produção do serviço, do qual se servirá o pessoal de contato, ou o cliente, ou ambos. Pode ser dividido em instrumentos necessários ao serviço e o ambiente.

·         O pessoal de contato

Consiste no conjunto de pessoas, empregadas pela empresa de serviços, cujo trabalho requer o contato direto com o cliente. É o único elemento da servuction que pode não existir, como no caso dos serviços operados pelo cliente.







Marketing de utilidade, também conhecido como utility marketing, brand utility], marketing as service ou marketing with meaning, é uma abordagem do marketing que se especializa em tornar as marcas mais úteis no dia a dia das pessoas, de forma a se manterem relevantes em suas vidas.

O marketing de utilidade não é apenas uma ferramenta ou tática. É um pensamento que reflete uma nova postura por parte das empresas: a de oferecer algo de valor em troca do tempo e da atenção dos consumidores.

As marcas passam a exercer um papel fundamental na vida das pessoas, ao fornecer algo que melhora suas vidas de alguma forma. Ao serem prestativas, as marcas aumentam suas chances de se tornarem significativas na vida das pessoas. Essa nova forma de abordagem do marketing se torna um meio extremamente eficaz para se conseguir a confiança e construir fidelidade à marca.



História

Apesar de ser um conceito recente – o termo branded utility foi cunhado em 2006 por Johnny Vulkan, da agência Anomaly – o marketing de utilidade existe desde os primórdios do marketing em si.

Um dos exemplos mais clássicos de marketing de utilidade, e que ainda é relevante até hoje – o Guia Michelin – foi criado na virada do século XX. O co-fundador da empresa, André Michelin, sentindo a necessidade de diferenciar os seus pneus da concorrência, teve a ideia de produzir e distribuir o primeiro guia de viagens para donos de carros da França. O guia trazia informações completas sobre manutenção de carros, hospedagens, banheiros públicos e restaurantes.

Ações de marketing como o Guia Michelin, que oferece um serviço e agrega valor na vida das pessoas, em troca da atenção delas, eram muito comuns até meados do século XX – desde o livro Guinness World Records para reforçar a marca de cerveja, até mesmo anúncios com dicas de culinária para divulgar eletrodomésticos.

Com o tempo, porém, criou-se a falsa ilusão de que, para conquistar a atenção dos consumidores, era preciso comprar cada vez mais espaços publicitários, e fazer anúncios cada vez maiores e comerciais cada vez mais barulhentos.

A consequência disso é que, com tanta publicidade, ficou cada vez mais difícil para uma marca se destacar diante das demais, e a propaganda tradicional se tornou cada vez menos eficaz. Os anunciantes perceberam que, para chamar e reter a atenção das pessoas, era preciso fazer mais do que anúncios – é preciso oferecer algo de valor em troca dessa atenção.



Contexto geral

Seja em um intervalo de televisão, em um outdoor, em uma revista, no ônibus, no metrô, ou até no e-mail, uma pessoa é impactada, em média, por cerca de 3.000 mensagens publicitárias por dia, a um custo para os anunciantes de mais de US$ 244 bilhões.

Apesar dos esforços das empresas em chamar a atenção para suas marcas como forma de alavancar vendas, os consumidores aprenderam a ignorar a maioria dessas mensagens:

  • 48% dos consumidores hoje acreditam ter o direito de decidir se querem ou não receber propaganda.
  • 68% dos donos de aparelhos DVR (gravadores digitais) gravam a programação só para poderem pular comerciais;
  • 27% dos usuários de internet possuem bloqueadores de anúncios em seus navegadores.

Não só as pessoas estão indiferentes à propaganda, muitas delas estão se juntando para lutar contra ela. Inúmeros grupos estão sendo criados para atacar todos os tipos de esforços de marketing das empresas. O Adbusters, por exemplo, é uma rede global sem fins lucrativos com mais de 100.000 membros no mundo inteiro que se juntam para realizar campanhas anticonsumo e antipropaganda.

Diante dessa nova realidade, o marketing de utilidade ressurge de forma a suprir uma necessidade do mercado: voltar a ser relevante e significativo na vida das pessoas.

Características

Um marketing de utilidade bem sucedido possui seis características.

Utilidades

Existe uma diferença entre ser divertido e ser útil. A essência do marketing é criar valor agregado (não ocasionalmente, mas sempre). O marketing de utilidade é o marketing de volta aos primórdios: utiliza todos os meios possíveis para agregar valor na vida das pessoas.

Promessa de marca

Uma utilidade de marca pode ser útil de diversas maneiras. O que importa é que ela esteja alinhada à promessa da marca. Muitas ações de marketing de utilidade são úteis, mas estão longe da promessa da marca. A consequência disso é que a marca não se torna mais relevante.

Subsídio

O marketing de utilidade utiliza parcialmente o orçamento de marketing para o seu aproveitamento. Graças a esse subsídio um consumidor pode utilizar o serviço de graça, ou por um preço baixo. O marketing de utilidade é baseado nesse equilíbrio: algo de valor que está disponível (quase) de graça. O marketing de utilidade não se trata de futilidades gratuitas.

Atenção

Uma utilidade de marca não é um serviço normal. Além de ser fácil de se obter, tem o poder de comunicação: as pessoas falarão sobre ela. O marketing de utilidade deve ter o poder de atrair a atenção das pessoas por si só, sem que seja necessário um outro esforço de marketing.

Desejo

Algo que é útil, se encaixa na promessa da marca e atrai atenção, pode ainda ser interessante apenas para o anunciante. O consumidor pode não considerar algo valioso. O marketing de utilidade deve oferecer algo que o consumidor necessite e deseje, ou então não será realmente útil.

Conversão

O principal indicador de sucesso do marketing de utilidade é a conversão. Algo que é útil, se encaixa na promessa da marca e é fácil de se obter deveria resultar em compra. O marketing de utilidade é o primeiro passo “dentro da loja”, é uma “amostra do serviço”.

Marketing de utilidade x marketing tradicional

As principais características que diferenciam o marketing de utilidade do marketing tradicional são:

Dissociação do produto

A propaganda tradicional quase sempre aponta direto para um produto. Mesmo que não consigamos medir diretamente as vendas como conseguimos com a conversão online, geralmente é possível perceber alguma correlação entre a comunicação e o seu impacto em vendas. Porém, com o marketing de utilidade, essa associação nem sempre é tão fácil.

Qualidade, não quantidade

Marketing de utilidade está pautado em relacionamento, conexão, compromisso, lealdade e apoio. Diferente da propaganda tradicional, não interessa necessariamente quantas pessoas veem um aplicativo ou serviço, só interessa quantas pessoas o consideram útil, sentem uma afinidade com a marca por causa dele, e falam dele para os amigos.

Marketing como serviço

Cada vez mais as pessoas esperam algo em troca de receber mensagens, e não apenas no que tange o marketing de utilidade. Alguns serviços, que disponibilizam uma versão gratuita com anúncios e uma versão paga sem anúncios, criaram um sentimento de que a propaganda é uma opção – se eu tiver que ver, então eu quero algo em troca. Essa é mais uma razão pela qual o marketing de utilidade é cada vez mais demandado por marcas. O marketing deve oferecer um serviço autêntico para que uma mensagem seja aceita pelo consumidor.

Visão de longo prazo

Embora potencialmente mais eficaz em construir relacionamentos com consumidores, o marketing de utilidade bem sucedido demanda uma mentalidade diferente: uma que se assemelha muito mais ao desenvolvimento de produto do que à propaganda. Consumidores presumem que campanhas de propaganda vêm e vão. Mas eles esperam que produtos e serviços fiquem por mais tempo. Uma utilidade tem uma vida útil longa. Ela vive além da campanha.

Exemplos de marketing de utilidade

  • SitOrSquat: a marca de papel higiênico norte-americana Charmin desenvolveu uma plataforma digital, que inclui site e aplicativo para smartphones, que permite que usuários encontrem banheiros públicos em qualquer lugar no mundo. Através de um sistema de crowdsourcing, os usuários podem avaliar e incluir novos banheiros no mapa.
  • Estações para carregar celulares: para se aproximar de clientes e potenciais consumidores, a Samsung instalou estações para carregar celulares em diversos aeroportos espalhados pelos Estados Unidos.
  • Cabines de silêncio: para ajudar as pessoas a falarem no celular em um festival de música, a Nokia instalou cabines com vidros à prova de som.
  • Serviço de resgate na neve: para divulgar o sistema de tração nas quatro rodas em seus carros, que reduzem drasticamente as chances de atolamento, a Audi resolveu ajudar os motoristas que não contavam com esse sistema e disponibilizou uma equipe para desatolar os carros presos na neve na Bulgária.
  •  EcoDrive: sistema nos carros da Fiat que permite que você avalie como está dirigindo e como pode fazer para economizar combustível e emitir menos gás carbônico.
  • Twelpforce: twitter da Best Buy para oferecer a ajuda de seus funcionários (que são especialistas em tecnologia) aos usuários da rede social.
  • Nike Plus: plataforma que transforma a atividade de correr em algo divertido e sociável. Através de um sensor e uma rede social, o usuário pode medir a sua performance e compará-la a de seus amigos.
  • Tesco Price Check: serviço para ajudar as pessoas a comparar os preços da Tesco com o de outros supermercados, mesmo se não for mais barato.
  • Pizza Tracker: serviço da Domino's Pizza onde você pode acompanhar o status em tempo real da sua entrega.
  • iFood Assistant: aplicativo para smartphones da Kraft, com mais de 7.000 receitas.
  • HP Online Classes: serviço online de cursos gratuitos da Hewlett-Packard para utilizar computadores e softwares (de diversas marcas).
  • Apple Workshops: aulas presenciais gratuitas nas lojas da Apple para ensinar a utilizar seus computadores e softwares.





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17. Gestão de metadados e atributos de pastas e conteúdos, com mecanismos de herança hierárquica.

18. Definição e gestão de modelos de apresentação, oferecendo mecanismos potentes e flexíveis de construção de Websites.

19. Construção de sites com inclusão de conteúdos e listas personalizadas de links para conteúdos.

20. Mapeamento directo de metadados e atributos de conteúdos nos sites de publicação de conteúdos.

21. Gestão eficaz de multi-sites.

Implementação

As implementações de gerenciamento de conteúdo devem ser capazes de gerenciar distribuições de conteúdo e direitos digitais no ciclo de vida do conteúdo.Os sistemas de gerenciamento de conteúdo geralmente estão envolvidos com gerenciamento de direitos digitais para controlar o acesso do usuário e os direitos digitais. Nesta etapa, as estruturas de somente leitura dos sistemas de gerenciamento de direitos digitais forçam algumas limitações no gerenciamento de conteúdo, pois não permitem que os autores alterem o conteúdo protegido em seu ciclo de vida. Criar novos conteúdos usando conteúdo gerenciado (protegido) também é um problema que obtém conteúdo protegido de sistemas de controle de gerenciamento. Algumas implementações de gerenciamento de conteúdo cobrem todos esses problemas.

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