È uma técnica de planejamento
estratégico utilizada para
auxiliar pessoas ou organizações a identificar forças, fraquezas,
oportunidades, e ameaças relacionadas à competição em negócios ou planejamento
de projetos[1]. Destina-se a especificar os objetivos de riscos do
negócio ou projeto, e identificar os fatores internos e externos que são favoráveis
e desfavoráveis para alcançar esses objetivos. Usuários da análise SWOT
frequentemente perguntam e respondem questões para gerar informações
significativas para cada categoria, de maneira a tornar a ferramenta útil e
identificar sua vantagem competitiva. SWOT tem sido descrita como uma
ferramenta de tentativa-e-erro de planejamento estratégico [2], mas também tem sido criticada por suas limitações (ver Limitações).
A análise SWOT é uma ferramenta
utilizada para realizar análise de cenários (ou ambientes), como base para gestão e planejamento estratégico de uma corporação ou empresa; devido a sua simplicidade, também
pode ser utilizada para qualquer tipo de análise de cenário, desde a criação de
um blog à gestão de uma multinacional. Ela veio da escola de Design e é simples e informal.
A Análise SWOT é um sistema simples
para posicionar ou verificar a posição estratégica da empresa no ambiente em
questão. A técnica é creditada a Albert
Humphrey, que foi líder
de pesquisa na Universidade
de Stanford nas décadas de
1960 e 1970, usando dados da revista Fortune das 500 maiores corporações.
O termo SWOT é uma sigla oriunda
do idioma inglês, e é um acrônimo de Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses),
Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).
Objetivos e
vantagens da análise SWOT
Objetivos
·
Efetuar uma síntese das análises internas e externas;
·
Identificar elementos-chave para a gestão da empresa, o
que implica estabelecer prioridades de atuação;
·
Preparar opções estratégicas: Riscos/Problemas a
resolver.
·
É ele quem faz o diagnóstico da empresa. Fortalece os
pontos positivos, indica quais os pontos devem melhorar, mostra as chances de
crescimento, aumentando as oportunidades e deixa em alerta diante de riscos.
Vantagens/Oportunidades
·
Realizar previsão de vendas em articulação com as
condições de mercado e capacidades da empresa no geral.
Aplicação
prática
Análise S.W.O.T
Estas análises de cenário se dividem
em:
Ambiente interno (Forças e Fraquezas) - Integração dos
Processos, Padronização dos Processos, Eliminação de redundância, Foco na
atividade principal
Ambiente externo (Oportunidades e Ameaças) -
Confiabilidade e Confiança nos dados, Informação imediata de apoio à Gestão e
Decisão estratégica, Redução de erros.
As forças e fraquezas são determinadas
pela situação atual da empresa e relacionam-se, quase sempre, a fatores
internos. Estas são particularmente importantes para que a empresa rentabilize
o que tem de positivo e reduza, através da aplicação de um plano de melhoria,
os seus pontos fracos. Já as oportunidades e ameaças são antecipações do futuro
e estão relacionadas a fatores externos, que permitem a identificação de
aspectos que podem constituir constrangimentos (ameaças) à implementação de
determinadas estratégias, e de outros que podem constituir-se como apoios
(oportunidades) para alcançar os objetivos delineados para a organização.
Strengths - Vantagens internas da empresa em
relação às empresas concorrentes.
Weaknesses - Desvantagens internas da empresa em
relação às empresas concorrentes.
Opportunities - Aspectos positivos da envolvente com
potencial de fazer crescer a vantagem competitiva da empresa.
Threats - Aspectos negativos da envolvente com
potencial de comprometer a vantagem competitiva da empresa.
O ambiente interno pode ser controlado pelos
dirigentes da empresa que não é muito difícil de ser entendido, uma vez que ele
é resultado das estratégias de atuação definidas pelos próprios membros da organização. Desta forma, durante a análise, quando for percebido um
ponto forte, ele deve ser ressaltado ao máximo; e quando for percebido um ponto
fraco, a organização deve agir para controlá-lo ou, pelo menos, minimizar seu
efeito.
Já o ambiente externo está totalmente
fora do controle da organização. Mas, apesar de não poder controlá-lo, a
empresa deve conhecê-lo e monitorá-lo com frequência de forma a aproveitar as
oportunidades e evitar as ameaças. Evitar ameaças nem sempre é possível, no
entanto, pode-se fazer um planejamento para enfrentá-las, minimizando seus
efeitos.
A combinação destes dois ambientes,
interno e externo, e das suas variáveis, Forças e Fraquezas; Oportunidades e
Ameaças, irá facilitar a análise e a procura para tomada de decisões na definição
das estratégias de negócios da empresa.
Forças e Oportunidades - Tirar o máximo partido dos pontos
fortes para aproveitar ao máximo as oportunidades detectadas.
Forças e Ameaças - Tirar o máximo partido dos pontos
fortes para minimizar os efeitos das ameaças detectadas.
Fraquezas e Oportunidades - Desenvolver estratégias que
minimizem os efeitos negativos dos pontos fracos e que em simultâneo aproveitem
as oportunidades detectadas.
Fraquezas e Ameaças - As estratégias a adotar devem
minimizar ou ultrapassar os pontos fracos e, tanto quanto possível, fazer face
às ameaças.
Como podemos verificar a matriz SWOT
ajuda a empresa na tomada de decisão ao nível de poder maximizar as
oportunidades do ambiente em torno dos pontos fortes da empresa e minimizar os
pontos fracos e redução dos efeitos dos pontos fracos das ameaças.
Devendo esta análise ser complementada
com um quadro que ajude a identificar qual o impacto (elevado, médio e
fraco) que os fatores podem ter no negócio e qual a tendência (melhorar,
manter e piorar) futura que estes fatores têm no negócio.
A Matriz SWOT deve ser utilizada entre
o diagnóstico e a formulação estratégica propriamente dita.[carece de fontes]
A aplicação da Análise SWOT num
processo de planejamento pode representar um impulso para a mudança cultural da
organização.
A análise pode ser feita tanto em
grandes empresas como em pequenas. Ela também deve ser feita periodicamente,
isto é, após sua primeira realização e execução do planejamento inicial, ela
deve ser feita novamente, para que se possa analisar as novas forças,
oportunidades, fraquezas e ameaças do novo período.
Essa análise é uma ótima ferramenta que
pode ampliar o conhecimento sobre sua empresa e tudo que gira em torno dela,
para assim, entender como melhorar e quais investimentos no crescimento podem
ser feitos.
Limitações
A análise SWOT destina-se como ponto de
partida para discussões e não pode, por si só, mostrar a gestores como alcançar
uma vantagem competitiva. Como a análise SWOT é uma espécie de "imagem
instantânea" da organização em um momento particular no tempo, a análise
pode obscurecer o fato de que ambos os ambientes, interno e externo, mudam
rapidamente.
Algumas descobertas de Menon et al.
(1999) e Hill e Westbrook (1997) sugerem que, pelo
contrário, SWOT pode prejudicar o desempenho e que "posteriormente ninguém
utiliza os dados de saída nos estágios finais da estratégia".
Adam Koch (2000) critica o mau uso da
análise SWOT como uma técnica que pode ser rapídamente desenvolvida sem
reflexão crítica, o que pode levar a deturpações das forças, fraquezas,
oportunidades, e ameaças dentro da organização e em seus arredores. Se há a
preocupação exacerbada em torno de um ponto forte como, por exemplo, controle
de custos; então seu contraponto fraco corre o risco de ser negligenciado como
o controle de qualidade do produto.
Outra limitação inclui o
desenvolvimento da análise SWOT simplesmente para defender metas e objetivos
previamente decididos. O mau uso leva a limitações no debate de novas
possibilidades e a real identificação de barreiras; ademais, posiciona os
interesses da organização acima do bem-estar de seu pessoal. Uma análise SWOT
idealmente deveria ser desenvolvida de maneira colaborativa, com diversidade de
contribuições.
Michael Porter desenvolveu a Estrutura
das Cinco Forças como reação à análise SWOT, a qual considerou deficiente no rigor e
específica para determinados casos (ad hoc).

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