sexta-feira, 20 de março de 2020


72 - Estratégia (do grego antigo στρατηγία: stratēgia, tendo como significado a arte de liderar uma tropa; comandar)[1] designava o comandante militar, à época de democracia ateniense. O idioma grego apresenta diversas variações, como strategicós, ou próprio do general chefe; stratégema, ou estratagema, ardil de guerra; stratiá, ou expedição militar; stráutema, ou exército em campanha; stratégion, ou tenda do general, dentre outras.

Na área militar, pode ser definida hoje como principalmente como a ciência dos movimentos segundo obra dos irmãos Jorge e Júlio Stumpf de Vasconcelos, em que é considerada como dinâmica e computacional uma vez que o próprio Sun Tzuo, em que os irmãos ;e tomado como a base da obra, já a definia como do planejamento e re - planejamento da guerra e do domínio econômico, pois no dia D o inimigo poderá identificar a estratégia, não só pela infiltração como no estudo. Dessa forma e através da estratégia militar foram criados os conhecidos serviços de inteligência e aprimorada a arte de guerrear, sendo as diretrizes e mensagens cifradas importantes como a codificaçào,decodificaçào como aparelhos capazes de destruir a mensagens após serem lidas.

Sun Tzu foi o estrategista que no século IV a.C. escreveu um tratado nominado A Arte da Guerra que abordava de forma abrangente as estratégias militares.Segundo Sun Tzu, a formulação de uma estratégia deve basicamente respeitar quatro princípios fundamentais entre muitos outros:

·         Princípio da escolha do local de batalha: seleção dos mercados onde a empresa vai competir seja em terra ou mar, considerando o ar como mar.

·         Princípio da concentração das forças: organização dos recursos da empresa e do esforço de reaparelhamento e logística.

·         Princípio do ataque: implementação das ações competitivas da empresa e reformulaçáo desse ataque.

·         Princípio das forças diretas e indiretas: gestão das contingências e táticas operacionais como Econometria, que seria a Economia - matemática, medida.

Apesar de os negócios não serem guerras, a realidade mostra que negócios e guerra podem ter muitos elementos em comum e as verdades de Sun Tzu podem, da mesma forma, mostrar o caminho da vitória em todas as espécies de conflitos comerciais comuns, como as batalhas em salas de conselhos de administração ou na luta diária pela sobrevivência, que todas as empresas enfrentam.

"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas" Sun Tzu

Apesar de Sun Tzu ser uma referência incontestável, não se devem menosprezar outras personalidades como Napoleão, Adolf Hitler e Mao Tse Tung que seguiram muitos dos ensinamentos e orientações do sábio chinês.

O Livro dos Cinco Anéis foi escrito em 1645 pelo guerreiro mais famoso do Japão, o samurai Miyamoto Musashi. É livro de cabeceira e referência para empresários, políticos e militares japoneses. O livro contém as estratégias e técnicas do seu estilo , o Niten Ichi Ryu, onde estão os segredos que o tornaram imbatível por mais de 60 duelos durante toda a sua vida.

Nicolau Maquiavel também escreveu uma obra chamada Dell'arte della guerra (A Arte da Guerra) além de outras obras de suma importância ao estrategismo.

Carl von Clausewitz é talvez o autor estratégico mais importante na ciência militar moderna, sendo o autor de Da Guerra, embora sua obra não tenha sido completa devido a morte do autor, Da Guerra tornou-se um dos mais respeitados clássicos de estratégia militar.[2]

O general francês André Beaufre produziu uma das definições de estratégia mais brilhante e elegante quando disse: "estratégia é a arte da dialética das vontades valendo-se da força para resolver o seu conflito".

Michael E. Porter, um dos nomes mais importantes da administração contemporânea, apresentou diversas contribuições ao pensamento em administração estratégica, como a as três abordagens genéricas das quais uma empresa deve fazer uso para superar as outras empresas em um setor (liderança no custo total, diferenciação e enfoque) e, também a análise de forças que dirigem a concorrência na indústria (poder de barganha de fornecedores, poder de barganha de compradores, pressão de produtos substitutos, ameaça de novos entrantes e rivalidade entre empresas existentes)

O termo estratégia competitiva é frequentemente usado no lugar de estratégia empresarial e vice-versa.


O termo "estratégia competitiva" se refere a como uma empresa decide competir em um mercado em resposta às estratégias e posições de seus competidores de modo a ganhar uma
vantagem competitiva sustentável.


A estratégia competitiva genérica está baseada em duas definições básicas: (1) Escopo de atuação (largo ou estreito) e (2) Tipo de vantagem competitiva (baixo custo ou diferenciação).


Definido o posicionamento estratégico da empresa, através da escolha de uma estratégia competitiva genérica a ser perseguida, o passo seguinte é a definição das vantagens competitivas sustentáveis a serem desenvolvidas ou aproveitadas, a partir das competências e recursos disponíveis na empresa.


Veja os estudos de
Michael Porter, incluindo sua teoria das estratégias competitivas genéricas, para maiores detalhes.

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