71 - Buzz marketing
É um tipo especifico de trabalho de marketing que visa a disseminação de propaganda de um produto ou
serviço através de cadeias de consumidores.
Conforme Arthur D. Little,
"trata-se de uma das novas estratégias
de marketing que encoraja
indivíduos da sociedade a repassar uma mensagem de marketing para outros,
criando potencial para o crescimento exponencial tanto na exposição como na
influência da mensagem. Como os vírus reais, tais estratégias aproveitam o
fenômeno da rápida multiplicação para levar uma mensagem a milhares e até
milhões de pessoas".
Hoje todos os profissionais de
marketing vêm enfrentando o mesmo problema: como atingir os consumidores, cada
vez mais resistentes às propagandas tradicionais, com orçamentos menores e
retorno esperado pelas empresas sempre aumentando?
O buzz marketing se profissionalizou
exatamente para atender a esta nova demanda. Se antes a disseminação de ideias
acontecia ao acaso, hoje já é possível criar e monitorar este tipo de ação de
marketing. Diversas empresas já são consideradas cases de sucesso em
campanhas de buzz marketing como, por exemplo, a Puma AG, Nike, Post-it, Red Bull, Google, Hotmail, Pulseiras Lance Armstrong, Palm, Harry Potter, Sandálias Havaianas, Cerveja Brahma, Kate Spade, Bulgari, Guess?, Ford, Nokia, Apple Inc., AirWalk, 3M, dentre muitas outras.
O modelo atual
O principal modelo de aplicação do buzz
marketing utilizado atualmente baseia-se na ideia de encontrar alvos
programados para o produto/serviço que se quer criar o buzz. O objetivo do buzz
marketing é gerar uma sólida notoriedade dentro de um segmento, sem gastar enormes quantias de dinheiro em publicidade
em massa, estando sempre dentro dos padrões da ética nos negócios.
Os 6 pilares que sustentam o Buzz
Marketing:
·
causa;
·
contexto;
·
eleitos;
·
fixação da ideia;
·
divulgação;
·
desequilíbrio.
Contexto[
A tradução do termo buzz, ao pé
da letra, é burburinho. Utilizando-a em marketing podemos ter uma boa
ideia do que o termo significa.
O contexto do vírus mostra que os seres
humanos são muito sensíveis ao seu ambiente, alterações neste meio interferem
radicalmente no seu comportamento.
O ambiente e o momento em que uma
epidemia se concentra são fatores determinantes para seu sucesso ou fracasso.
Este é o poder do contexto do qual iremos detalhar nas próximas páginas,
completando a regra dos eleitos e o fator de fixação.
Uma ideia pode existir durante anos e
“de repente” estourar e virar uma epidemia. Quando isto ocorre, esta ideia
encontrou o seu “timing”, uma série de outros fatores desencadeou um ambiente
que proporcionou a disseminação desta ideia. É a ideia certa, no momento certo,
no lugar certo e com as pessoas corretas. Muitas boas ideias morreram cedo ou
nem sequer vingaram, pois não conseguiram se enquadrar num contexto. Hoje, na
metade da primeira década do século XXI, qualquer produto/serviço que parece
ser complicado demais ou que não leve em consideração esta tendência de “vida
simples” e aproveitar a vida que estamos vivenciando, estará totalmente fora do
nosso contexto. Diferentemente ocorreria se ele fosse lançado no início da
década de 90, quando quanto mais botões um aparelho tivesse, maior seria o
valor reconhecido pelos clientes.
Uma ideia se espalha pelo poder do
contexto de forma diferente de como ela se espalha através dos comunicadores ou
experts. Não precisamos ver ou sermos incentivados por estas pessoas para
sermos atingidos pelas ideias. Seremos contagiados apenas por estarmos dentro
deste contexto. No Brasil podemos citar como exemplo as pichações. Pichações de
paredes públicas são o símbolo do colapso do sistema. Ao nos deparamos com
lugares cobertos por pichações e lixo, sentimos imediatamente que há um descaso
das autoridades e logo a sensação de medo floresce. Estes lugares incentivam
outros tipos de crimes e vandalismo, uma vez que a sensação de impunidade
também é sentida pelos criminosos.
O poder do contexto é tão forte em
algumas situações que ele pode até alterar características inerentes dos indivíduos,
mesmo estes estando em sã consciência do que está acontecendo ao seu redor.
Tomamos como exemplo o que ocorre em penitenciárias no mundo todo. O ambiente é
tão hostil e com personagens com seus papéis bem definidos e estereotipados,
que uma pessoa que era flexível e se torna um guarda, logo estará tão
inflexível e autoritária como nunca pode imaginar. Um preso, que entrou lá por
crimes menores, logo estará “jogando o jogo” ao lado de criminosos muito mais
perigosos. Isto ocorre com muitas pessoas, e elas estão conscientes do que está
acontecendo, porém cedem ao extremo poder de influência que o contexto exerce.
Tanto para os exemplos acima quanto
para produtos ou serviços para quais desejamos criar uma epidemia, a variável
mais sensível e que trás melhores resultados ao interferirmos é este componente
do contexto. Podemos com maior facilidade alterar o contexto e criar um
desequilíbrio na situação em direção aos nossos objetivos do que tentar
modificar diretamente as características inerentes dos indivíduos.
O contexto inclui também subgrupos que
podemos atingir para espalhar uma ideia. Estudo do antropólogo Robin Dunbar
defende que nós temos uma capacidade social limitada a não mais o que 150
pessoas. Este é o número máximo de indivíduos com quem podemos ter um autêntico
relacionamento social. Isto não significa que não existem pessoas que se
relacionam com mais de 150 indivíduos, mas que ao superar este número,
proporcionalmente o conhecimento e interação entre as pessoas diminuem, a
intensidade e força desta rede reduzem sensivelmente e começam a surgir grupos
dissidentes.
Seth Godin afirma que o melhor amigo de
uma ideia para se espalhar é o vácuo. Mas o que é este vácuo? Nossa sociedade
esta numa permanente mudança e esta mudança está ocorrendo num intervalo de
tempo cada vez menor. A cada mudança, pequenos vácuos de necessidade são
criados e é neste momento que uma campanha de buzz marketing consegue maximizar
o seu retorno. Porem estes momentos são muito curtos, com certa dificuldade de
serem identificáveis e muito disputados. Neste sentido é preciso identificar as
tendências de mudanças antes dos vácuos serem criados, pois somente assim a
campanha de buzz marketing terá uma vantagem competitiva no primeiro momento do
aparecimento dos vácuos.
Regra dos
eleitos
Em toda epidemia, num dado momento, os
eleitos representam cerca de 20 % das pessoas, que são responsáveis por
mais de 80% das transmissões (Lei de Pareto). Estas pessoas possuem facilidade
de socializar-se no meio em que esta epidemia se espalha. Elas têm grande
conhecimento e influência neste meio.
O sucesso de qualquer tipo de epidemia
depende muito do envolvimento de pessoas dotadas de um conjunto raro e
particular de talentos sociais.
Os eleitos, ou também conhecidos como
agentes contaminadores, são pessoas que tem mais facilidade e poder para
espalhar entre os seus amigos uma ideia nova. Toda campanha de buzz marketing
deve identificar e cortejar os eleitos para disseminarem as suas ideias. É um
dos fatores-chave para o sucesso.
Quando identificamos os eleitos para
espalharem o buzz marketing, estamos também definindo qual é o vetor desta
ideia, ou seja, a direção geográfica e demográfica que serão o norte da
campanha.
Exemplo de como Paul Revere espalhou a
notícia do ataque inglês que estava por vir no estopim da Revolução Americana.
Paul Revere era um comunicador e ao mesmo tempo um expert. Estas duas
qualidades são divisoras de perfil dos eleitos. Comunicadores são pessoas
fortemente sociáveis, conhecem muitas pessoas, convivem em diversos ciclos
sociais. Eles são importantes não só pelo número, mas também pelos tipos de
pessoas que eles conhecem. É neste perfil que motivadores como dinheiro,
premiações e outros incentivos fazem mais efeito.
Mas quem são as pessoas que passam as
ideias aos comunicadores? Os experts. Existe gente especializada em todos os
assuntos e são nelas que confiamos para colher aconselhamento e nos dar suporte
a decisões. “Expert é o que acumula conhecimento. Eles têm informações sobre
muitos produtos, preços e lugares diferentes. Gosta de iniciar discussões com
consumidores e responder a solicitações”, diz Linda Price. Os experts são tão
importantes para o início de uma campanha de marketing viral não apenas pelo
que sabem, mas como eles passam adiante o que sabem. Eles gostam de ajudar pelo
simples fato de transmitir conhecimento.
O comunicador e o expert são peças
chaves para uma campanha de marketing viral. “Um comunicador pode dizer a dez
amigos onde ficar em Los Angeles, e a metade aceitará. Um expert vai dizer a
mesma coisa a cinco pessoas, mas com tanta ênfase que todas aceitarão. São
personalidades diferentes em funcionamento, agindo por diversas razões. Mas
ambas têm o poder de detonar a epidemia de propaganda de boca.” Malcolm
Gladwell.
Estes eleitos ganham juntamente com os
seus amigos que eles aconselham. Os eleitos ganham status como agente
comunicador por respeitar seus iguais, pois está sugerindo algo que já
experimentou e que provavelmente também vai tornar a vida dos seus amigos mais
fácil ou prazerosa. Respeito e sinceridade são duas premissas que, tanto o
expert quanto o comunicador, nunca devem esquecer. Todos precisam sair
ganhando. Quem indicou, quem recebeu a indicação e o produto ou serviço
indicado!
Estudos mostram que estas pessoas com
facilidade de espalhar um vírus de ideia utilizam de linguagens que são
compreendidas apenas pelo nosso subconsciente. Elas falam, escutam, interrompem
e gesticulam. Há uma sincronia irracional, uma dimensão rítmica física que
intensifica o poder de persuasão, pessoas movem ombro ou rostos, mãos,
sobrancelhas, o volume e o tom de voz se equilibram, há uma latência, ou seja,
o espaço de tempo entre o momento em que um falante pára de falar e o outro
começa. Tudo numa grande harmonia, não necessariamente as pessoas replicam esta
sincronia. Mas é como se estivessem dançando e agitassem num mesmo ritmo.
Vendedores de ideias gostam de grandes
recompensas porém mais desafiadoras ao invés de pequenas e facilmente atingíveis.
Por natureza os vendedores tendem a assumir maiores riscos em troca de maiores
recompensas. Claro que os desafios precisam ser atingíveis e os vendedores
devem estar cientes de que se o volume for atingido, não importando muito os
meios, eles serão recompensados. Ainda sobre o desempenho dos vendedores ao
espalharem uma ideia, é preciso haver uma comunicação entre todos os envolvidos
quando os grandes desafios são atingidos. Isto estimula e mostra que aquilo é
possível aos outros. Esta comunicação deve ocorrer não somente entre os
vendedores, mas também para outras pessoas e assim reconhecerem os grandes
vendedores e também serem atraídas ao rebanho. Regras não podem ser alteradas
no meio do caminho, com o risco de criar entre os vendedores um boca a boca
negativo, portanto é necessário um bom planejamento de metas e recompensas.
Agente poderoso, alfa ou expert não
pode ser comprado. Toda vez que ele espalha uma ideia em troca de suborno, seu
poder diminui. Quando um expert adota uma ideia, ele está assumindo o risco de
conseguir introduzir esta ideia ou não. Este resultado influenciará o aumento
ou redução do seu poder de convencimento. O desafio está em como acioná-los e
descobrir a motivação para adotarem uma ideia. 0s vendedores de ideias, ou contaminadores
promíscuos, estes sim podem espalhar uma ideia recebendo uma remuneração em
troca. Mas cuidado, pois pessoas realmente boas sabem que se alguém pode ser
comprado, este não passa de um quadro de anúncios ambulante.
Pague os vendedores. Possibilite
fluidez aos comunicadores. Faça os experts abraçarem a causa.
No fundo, os experts precisam convencer
os comunicadores de que aquela ideia inovadora realmente vale a pena e é
viável. Os comunicadores por sua vez se utilizam de todas as suas habilidades
para que detalhes estranhos não cheguem à grande massa, exaltando os pontos
positivos e tornando a ideia altamente atrativa.
O networking
dos eleitos
Um dos primeiros passos para quem quer
disseminar uma ideia dentro de um grupo de eleitos é descobrir como eles se
comunicam e como estão conectados uns aos outros. Com a popularização da
internet estamos dentro de uma rede de contatos muito maior do que 10 anos
atrás, podemos nos comunicar com nossos amigos, amigos de amigos, amigos de
amigos de amigos... Estamos facilmente acessíveis a todo tempo via telefones,
celulares, e-mails, instant messengers, blogs, e de um tempo para cá pelo
Orkut, Twitter, Facebook e outras redes sociais.
É através deste grande networking que
as ideias encontram o ambiente ideal para viajar rapidamente. Este ambiente
ideal é semelhante a uma colmeia onde organizamo-nos em grupos e subgrupos que
compartilham diversos fatores em comum, como o jeito de se comunicar, músicas
que gostam de ouvir, lugares a freqüentar, roupas, ideais e até objetivos de
vida.
Fator de
fixação
Durante o início de uma epidemia,
normalmente o poder deste vírus é pequeno e com o passar do tempo se fortalece.
Note, porém que não estamos falando de aumento de infectabilidade, mas sim do
poder de fixação deste vírus. Para o vírus de ideia, a fixação significa que a
mensagem causou impacto, você não consegue tirá-la da cabeça.
O Fa(c)tor de Fixação consiste
na qualidade da ideia em torno da qual estamos querendo o marketing viral.
Quanto mais uma pessoa presta atenção
em alguma ideia (intelectual e/ou fisicamente), mais está ideia é lembrada, tem
sentindo e as pessoas querem participar. Daí surge à extrema importância de
saber “o que chama a atenção do seu público”, o que ele está esperando e qual a
expectativa inerente.
“Existe uma forma simples de embalar
uma informação que, nas devidas circunstâncias, a torna irresistível. Basta
descobrir qual é”.
A persistência das ideias variam
conforme o poder de fixação de cada uma, algumas influencia pessoas por meses
ou anos, outras possuem uma vida muito mais curta. É muito importante
identificar esta vida da ideia e assim poder decidir qual é o momento em que se
deve deixar de pagar para disseminá-la e assim ate cobrar dos clientes e lucrar
com isto. Uma das formas de se aumentar à fixação de ideias é trabalhar com o
conceito de amplificação. Produtos e serviços de qualidade geram naturalmente
certo marketing de boca a boca, porem quando estudamos o evento, identificamos
os cinco pilares e damos suporte para a disseminação das ideias, estamos
ampliando o boca a boca de tal forma que este evento passa a ser cada vez maior
e se transforma no buzz marketing.
O desequilíbrio
Conclusões sobre o ponto de
desequilíbrio:
1. iniciar epidemias exige a concentração
de recursos em algumas áreas essenciais;
2. a teoria sobre o Ponto de Desequilíbrio
requer uma reestruturação da nossa visão de mundo; o mundo não corresponde às
nossas intuições, nem as pessoas;
3. pela simples manipulação do tamanho de
um grupo, é possível melhorar drasticamente a sua receptividade às novas
ideias; jogando com as formas de apresentar as informações, podemos aumentar
significativamente a sua fixação; simplesmente encontrando e atingindo aquelas
raras pessoas especiais que detêm tanto poder social, é possível mudar o curso
das epidemias sociais.
Basta um empurrãozinho na pessoa
certa, num determinado momento e no lugar correto, desequilibraremos tudo o que
parece ser eternamente imóvel.
Representação gráfica das Cinco Forças de Porter
O modelo das Cinco Forças de Porter,
concebido por Michael Porter, foi publicado na forma do artigo
"As cinco forças competitivas que moldam a estratégia", em 1979, na
Harvard Business Review e destina-se à análise da competição entre empresas. Considera cinco fatores, as "forças"
competitivas, que devem ser estudados para que se possa desenvolver uma estratégia empresarial eficiente. Porter refere-se a essas forças
como microambiente, em contraste com o termo mais geral macroambiente. Utilizam dessas forças em uma empresa
que afeta a sua capacidade para servir os seus clientes e obter lucros. Uma
mudança em qualquer uma das forças normalmente requer uma nova pesquisa (análise) para reavaliar o mercado.
Porter avalia que a estratégia
competitiva de uma empresa deve aparecer a partir da abrangência das regras da
concorrência que definem a atratividade de uma indústria.[1]
As cinco forças
de Porter são:
Rivalidade
entre os Concorrentes
Para a maioria das indústrias, esse é o principal determinante da competitividade do
mercado. Às vezes rivais competem agressivamente, não só em relação ao preço do
produto, como também a inovação, marketing, etc.
·
Número de concorrentes e repartição de quotas de mercado;
·
Taxa de crescimento da indústria;
·
Diversidade de concorrentes;
·
Complexidade e assimetria
informacional;
·
Grau de diferenciação dos produtos;
·
As barreiras à saída;
Em situações de elevada rivalidade os concorrentes
procuram ativamente captar clientes, as margens são esmagadas e a atuação
centra-se em cortes de preços e descontos de quantidade. Lembrando que esse
sistema é feito para servir pessoas e como consequência vem os lucros.
Poder barganha
dos compradores
Os clientes exigem mais qualidade por
um menor preço de bens e serviços. Também competindo com a indústria, forçando
os preços para baixo. Assim jogando os concorrentes uns contra os outros.
Também descrito como o mercado de
realizações. A capacidade dos clientes de colocar a empresa sob pressão, e
também, afetar os clientes com a sensibilidade à evolução dos preços.
·
Análise RFM (economia) é um método utilizado para analisar o comportamento do
cliente e definir segmentos de mercado. É comummente utilizada em data base
marketing e marketing direto e tem recebido atenção especial no varejo
·
Preço da compra total
·
Disponibilidade de informação do comprador em relação ao
produto
·
Existência de produtos substitutos
·
Da sua dimensão enquanto clientes
·
Da sua capacidade de integração a montante
Poder de
barganha dos Fornecedores
Também descrito como mercado de insumos. Fornecedores de matérias-primas, componentes e serviços para a empresa pode ser uma fonte de poder. Fornecedores
podem recusar-se a trabalhar com a empresa, ou por exemplo, cobrar preços
excessivamente elevados para recursos únicos.
·
Grau de diferenciação
·
Custo dos factores de produção em relação ao preço de venda
do produto
·
Ameaça de transmitir integração dos fornecedores em
relação à ameaça de integração por outras empresas
·
Ter somente um fornecedor para a empresa pode ser um
ponto fraco, caso o fornecedor venha a falir ou mesmo a elevar os preços de
matérias-primas muito maior em relação a concorrência.
·
Ameaça de integração a montante ou a jusante.
·
5 forças
Entrada de
Novos Concorrentes
Muitas empresas entram no mercado com o
desejo de conseguir uma fatia (parcela) de um setor e frequentemente recursos
substanciais. Caso haja barreiras de entradas que possam dificultar a sua
inserção, fica mais difícil a sua fixação no mercado: a ameaça de entrada é
pequena. Se o concorrente se estabelecer pode haver perda de rentabilidade por
parte da empresa.[1] Com a ajuda de barreiras ficará muito difícil para o
concorrente "roubar" os melhores clientes, assim caso o concorrente
se estabeleça no mercado, eventualmente vai ficar com os piores clientes,
portanto pensando duas vezes antes de entrar no novo mercado.[4]
Essa ameaça também pode ser conhecida
como A ameaça de novos entrantes, ou mesmo Barreiras à entrada de
concorrentes.
·
Acesso aos canais de distribuição
·
Exigências de capital
·
Marca
·
Vantagens absolutas de custo
·
Custos de transição
Produtos
Substitutos
A existência de produtos (bens e
serviços) substitutos no mercado, que analisados, desempenham funções
equivalentes ou parecidas é uma condição básica de barganha que pode afectar as
empresas. Assim os substitutos (bens ou serviços) podem limitar os lucros em
tempos normais, e como também podem reduzir as fontes de riqueza que a
indústria pode obter em tempos de prosperidade.[1]
Há, assim, a análise de quantos concorrentes
existem, dos seus preços e da qualidade comparada ao negócio que está sendo
examinado, bem como quanto do lucro tais concorrentes estão ganhando, a fim de
que se possa aferir a possibilidade de baixar seus custos ainda mais (ou não).
A “ameaça” da concorrência é informada
pela troca de custos, tanto imediatos quanto a longo prazo, considerando também
a inclinação do comprador para realizar mudanças.[5]
·
Relação preço/rendimento
·
Nível de diferenciação do produto
·
Poder de barganha do comprador
·
Qualidade do produto
Importante
Em um determinado momento, uma ou
algumas dessas forças são mais importantes para um determinado setor
industrial, assumindo maior influência na determinação da sua lucratividade. A fim de se elaborar uma boa estratégia, é necessário
conhecer-se bem o setor e as características que governam as suas forças
competitivas.

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